terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sobre a (in)falibilidade

«Creio que o mais egoísta dos homens é aquele que recusa dar aos outros a sua fragilidade e as suas limitações. Quem recusa aos outros a sua pequenez, comete um dos mais infelizes gestos de prepotência. E porque aí se rejeita, aos outros não poderá dar senão o sofrimento da perda. Querendo-se sem falha, será o mais incompleto dos seres. A tua pequenez é enorme. Nada te pode vencer. Não recuses nenhum dos teus limites, só eles dizem a grandeza do que tens. Aprender quanto a beleza é frágil, e como o seu único sentido é empenhar-se na salvação dos homens e do mundo.» Daniel Faria

sábado, 30 de janeiro de 2010

Atrevo-me

Nada te turbe;
nada te espante;
todo se pasa;
Dios no se muda,
la paciencia
todo lo alcanza.
Quien a Dios tiene,
nada le falta.
Solo Dios basta.

[Aos olhos dos Teus pequeninos continuo a crescer... E eles perguntam-me porquê ao fim de seis anos? Sorrio. Porque só com eles sou verdadeiramente parte da Tua Igreja. Porque só com eles sinto que me vou aproximando da pessoa que Tu queres que eu seja.
Com eles, cultivo a paciência. Observo e sinto a mágoa de quem lida com problemas demasiado pesados para a sua pequenez. E envergonho-me por tantas vezes amplificar os ruídos insignificantes do meu quotidiano. Dou-lhes a mão e sinto que és Tu que nos conduzes. Vejo a bondade genuína, a alegria em ajudar e anseio também eu por esse desprendimento, por esse olhar incorrupto sobre a Vida. Deparo-me com a dificuldade crescente que é responder às suas perguntas e invejo a curiosidade ingénua de quem tem o Mundo a bater à porta... São as interrogações deles que aprofundam a minha Fé e me impelem a seguir-Te mesmo quando o caminho se revela sinuoso e os obstáculos intransponíveis. A cada sábado, renovo a minha vontade de ser mais, de ir para onde Tu quiseres que eu vá, aceitando os Teus desígnios e encontrando neles a felicidade e paz para partilhar com outros.]

De um lugar distante...

«Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes.»

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Das pequenas coisas

«A felicidade vem da monotonia. Na sua essência, a vida é monótona. A felicidade consiste pois numa adaptação razoavelmente exacta à monotonia da vida. Tornarmo-nos monótonos é tornarmo-nos iguais à vida; é, em suma, viver plenamente. E viver plenamente é ser feliz.» Fernando Pessoa



[It's a good thing that you came along with me...]

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Map of the problematique

Life will flash before my eyes
So scattered and lost



sábado, 25 de julho de 2009

Tempo


«Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece uma aragem na tarde. O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece água limpa de um açude. Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu. Um açude sem peixes, sem fundo, este céu. Nuvens, veios ténues. E o ar a arder por dentro, chamas quentes e abafadas na pele, invisíveis. Suspenso, como um homem cansado, ar.» Nenhum olhar, José Luís Peixoto


segunda-feira, 13 de abril de 2009

I'd rather dance with you


[And you'll make me smile by really... getting into the swing]

domingo, 5 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

À bolina











I was happy in my harbour

When you cut me loose
Floating on an ocean
And confused
Winds are whipping waves up
Like sky scrapers
And the harder they hit me
The less I seem to bruise

And when I
Find the controls
I'll go where I like
I'll know where I want to be
But maybe for now
I'll stay right here
On a silent sea

Silent Sea,
KT Tunstall

sexta-feira, 20 de março de 2009

Excrescências.


"Quando em 25 de dezembro de 1863 Victor Hugo escreveu num dos seus cadernos Sou um homem que pensa noutra coisa
referia-se, é claro, a mim. Quando almoço com alguém, por exemplo, deixo um sorriso sentado no lugar e escapo-me em bicos de pés para outra mesa do restaurante, a desenhar comboios e navios na toalha de papel na esperança de partir, numa locomotiva ou num paquete de tinta, para longe de um mundo de saleiros, garrafas de branco e cabeças de pescada." António Lobo Antunes

[Procura-me...
... no Sol frio que te abraça pela manhã, no silêncio de uma noite de luar...
... no cheiro a maresia, no sabor a maçã madura, no conforto de um fogo a crepitar...
... na aragem quente que te acaricia, na música suave que ouves nas ruas...
... no aconchego de um abraço apertado, numa página em branco, numa frase sussurrada...
... numa lágrima contida, num sorriso fugidio, numa flor a espreitar o mundo...

E não desistas. Ando por aí.]

Klepth - Erros por defeito


Doismileoito - Caratéquide